Tribunal ouve testemunhas em processo entre Embaixada da Guiné Equatorial e jornal angolano

Tribunal ouve testemunhas em processo entre Embaixada da Guiné Equatorial e jornal angolano

Luanda – Teve lugar, na manhã desta terça-feira, 17, no Tribunal Provincial de Luanda, a audiência de instrução contraditória do processo movido pela Embaixada da Guiné Equatorial em Angola contra o jornal Na Mira do Crime, na sequência de reportagens que apontam alegadas irregularidades naquela representação diplomática.

O processo decorre após o órgão de comunicação social ter publicado conteúdos sobre supostas práticas lesivas contra cidadãos angolanos na embaixada, liderada pelo diplomata Protasio Edu Edjang Nngana.

Esta é a segunda audiência no âmbito do caso. A primeira ocorreu em fevereiro deste ano, no Palácio Dona Ana Joaquina, tendo o embaixador sido representado por um funcionário da missão diplomática, que justificou a sua ausência com o cumprimento de funções oficiais.

Durante a sessão desta terça-feira, foram ouvidos declarantes que relataram alegadas irregularidades nas relações laborais no interior da embaixada, incluindo denúncias de falta de inscrição de trabalhadores na Segurança Social, pagamentos salariais fora do sistema bancário e descontos considerados indevidos.

Entre os testemunhos, uma cidadã angolana, identificada como Carolina, afirmou ter sido vítima de assédio enquanto trabalhava como cozinheira ao serviço da missão diplomática. Segundo o seu depoimento, o caso terá sido reportado às autoridades competentes, sem que tivesse obtido resposta.

O embaixador Protasio Edu Edjang Nngana, que figura como parte ofendida no processo contra o jornal, voltou a não comparecer na audiência. De acordo com procedimentos legais aplicáveis a titulares de estatuto diplomático, poderá vir a ser ouvido em condições específicas, mediante notificação das autoridades judiciais competentes.

Entretanto, segundo informações oficiais, o diplomata foi recentemente nomeado embaixador extraordinário e plenipotenciário da Guiné Equatorial na República Centro-Africana, por decreto presidencial datado de 13 de janeiro de 2026.

FONTE: CLUB K

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